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quinta-feira, 31 de março de 2011

Reflexões acerca da garantia dos serviços

Navegando pela internet, fazendo uma rápida pesquisa antes de começar a escrever estas palavras, para ver o que mais se comenta a respeito do tema, descobri que na verdade não há discussões sob a ótica que o assunto será tratado aqui. Talvez pela situação estar recém se desenhando em função de algumas situações bastante recentes, e as tarefas do cotidiano ainda não permitiram aos empresários e técnicos um tempo para a reflexão sobre o assunto.

Quase mudei novamente o tema, quando me deparei com um post falando sobre a questão da desativação da calda inseticida, ainda mais que esta semana estive reunido com o pessoal do Meio Ambiente aqui e também tivemos um caso recente de um empresário aqui que foi preso por causa da lavagem das embalagens, que estava sendo feita de forma errada. Mas não, prometi falar sobre garantia e vou falar sobre isso. A questão ambiental é importante também mas vai ficar para a próxima.

Então: Garantia… Andei vendo algumas discussões que eu achei relativamente interessantes sobre o conceito garantia X assistência técnica, mas não achei que isso mudou muito meu ponto de vista sobre o tema. Na verdade, estou vendo algumas coisas acontecerem, e que podem mudar o jeito que se presta assistência técnica (ou garantia) nos serviços de controle de pragas urbanas.

Isso que eu estou dizendo está baseado em algumas situações e aí surge uma hipótese que pode se confirmar ou não. Se repararmos bem, a RDC 52 diz que no comprovante de serviço deve constar o “prazo de assistência técnica, escrito por extenso, dos serviços por praga(s) alvo” (RDC 52, Art. 20, V).

Ao ler e reler a RDC 52 nunca tinha me passado pela cabeça essa hipótese, até porque existiam outras questões bem mais importantes na época, mas durante uma palestra que eu estava proferindo sobre essa regulamentação, me dei conta de que em tese, ela passa a permitir claramente que uma empresa possa dar garantias diferentes para pragas distintas em um mesmo serviço.

Por exemplo: Formiga – 30 dias; Baratas – 90 dias; Moscas – 45 dias; Pulgas – 15 dias (observem que se fosse no comprovante de serviço deveria vir a data de validade de assistência técnica para cada uma das pragas, por extenso, não quantos dias de garantia).

Discuti isso em uma reunião com uma prestadora de serviços de controle de pragas urbanas tradicional aqui no estado e um profissional técnico da área, fabricante de produtos domissanitários, que acompanhou de perto a discussão dos itens da RDC.  O nosso amigo fabricante disse que a intenção era que as PCOs (empresas de controle de pragas urbanas) se comprometessem por escrito a prestar a garantia, e que não acreditava que as empresas fossem colocar suas garantias abertas por tipo de praga, até mesmo porque há uma espécie de movimento regulatório involuntário chamado concorrência, e se uma empresa diminuísse sua garantia, estaria em desvantagem competitiva em relação a outras e seria obrigada pelo mercado a recuar.

Na verdade a questão que eu estava levantando não tem a ver especificamente com as empresas diminuírem os prazos, e naquela ocasião deixamos isso bem claro. Exemplifiquei que um cliente solicitando um serviço por estar com problemas de pulgas, teria em seu comprovante de serviço especificado uma garantia contra pulgas, que afinal de contas, era o seu problema. Imaginando essa situação, digamos que talvez duas semanas depois da aplicação surgiu uma infestação de baratas no local, e digamos também que elas não tenham sofrido ação do inseticida. O cliente poderia talvez ligar para reclamar, mas o comprovante de serviço diz que a assistência técnica é contra pulgas, teoricamente a empresa não seria obrigada a refazer a aplicação. Onde isso vai acabar?

A prestadora me argumentou que eles não descrevem desta forma, mas sim de uma forma geral (ex.: “insetos rasteiros”, “insetos alados”, etc.), e sendo assim essa situação dificilmente ocorreria. O fabricante argumentou que a concorrência não deixaria que as empresas especificassem pragas como o exemplificado no caso da pulga, pois se a empresa A dá uma garantia apenas contra pulgas e a empresa B dá garantia contra todos os tipos de insetos rasteiros, teoricamente os consumidores tenderiam a optar pelos serviços da empresa B, talvez mesmo que seus preços sejam maiores, mas estariam mais “protegidos”.

Ok. O argumento dos dois juntos é bom. Mas vamos analisar a questão sob um outro aspecto, e aí é que entra a segunda situação que me fez refletir sobre o tema novamente e insistir que desse mato algum dia vai sair um coelho. Não é de hoje que os produtos tem doses diferentes para diferentes tipos de pragas. Mas geralmente, os produtos mais tradicionais usam indicações de dosagem do tipo: “insetos rasteiros: 50ml”; “aranhas e escorpiões: 100ml”; “percevejos: 250ml” (essas doses todas eu inventei agora, somente para ilustrar a questão das pragas). Com produtos assim, não faz diferença mesmo que as empresas dêem uma garantia unificada para determinados grupos de insetos, pois a dose é a mesma. Isso mesmo: chegamos na discussão econômica. Se a empresa vai gastar a mesma coisa em termos de produto e sabe que ele é eficiente para as pragas daquele tipo, genericamente falando, não teria por que abrir por praga, mas sim, colocar uma garantia genérica.

Entretanto, temos visto desde a Expoprag já de 2008, ainda muito timidamente, e agora na de 2010, com mais força, uma geração nova de produtos. Talvez por política do fabricante ou por estarem visualizando um apelo econômico no mercado consumidor, vemos produtos que surgem com doses específicas para cada tipo de praga. Enquanto no modelo anterior, talvez um fabricante de produtos que prefere generalizar a dose, teria que transformar “insetos rasteiros: 50ml” em “formigas: 50ml; baratas: 50ml; pulgas: 50ml; …”, alguns novos produtos começaram a diferenciar as doses.

Utilizando um caso concreto, um determinado produto, esse que foi lançado na Expoprag de 2008, apenas para exemplificar, possui uma dose de 17ml para pulgas e formigas; 33ml para mosquitos; 50ml para baratas, moscas e carrapatos; 170ml para barbeiros. Eu fiquei impressionado com a dose para pulgas, p0rque o cálculo de custo/dose ficou interessante. Mostrei a um técnico de uma empresa para ver o que ele achava, e ele me disse que para ele não faria diferença, pois como ele faz o serviço contra “insetos rasteiros” e dá garantia para isso, teria que unificar a dose em 50ml.

“Mas que raios”, pensei naquele dia. “Porque diabos então os caras diferenciam a dose se o mercado tem a prática de dar garantia genérica e assim a dose fica na mais elevada?”. Mas juntando todas as peças agora, podemos mudar a pergunta. E a pergunta então passaria a ser: será que o mercado não estaria agindo desta forma porque o senso comum moldou a situação desta forma e não havia elementos que mudassem isso?

Voltando ao caso da empresa que unificaria a dose desse produto em 50ml. Porque unificaria em 50ml se o cliente está desesperado por causa das pulgas, por exemplo, e a única coisa que interessa a ele é se livrar das ditas-cujas? Ele gastaria menos de 1/3 do produto se direcionasse para pulgas do que se considerasse genericamente como insetos rasteiros. E talvez o cliente ficasse extremamente satifeito por ele ter acabado com o problema, e a empresa teria feito isso a um custo relativamente menor.

Claro, não podemos esquecer que dentro dos custos dos serviços, o inseticida representa algo entre 5% e 10%, então provavelmente não se sentiria muita diferença fazendo isso apenas em um serviço ou mesmo durante um mês. Mas talvez fazendo isso durante um ano tenha um resultado significativo. E talvez também o próprio cliente possa optar, dizendo “não, eu tenho um problema sério da praga X e quero que me resolvam este problema e me dêem garantia para isso”, e talvez até, em um nível de complexidade maior ainda, tenhamos tabelas diferentes para diferentes tipos de pragas, se isso algum dia for importante. Pelo custo que representa o produto hoje eu creio que não, mas quem sabe…

Então, resumindo… Se hoje temos produtos que podem representar uma determinada economia para determinados tipos de pragas, e a RDC 52 permite que as empresas especifiquem o prazo de garantia por praga-alvo, eu tenho fortes razões para acreditar que dentro de pouco tempo as PCOs (empresas de controle de pragas urbanas) estarão especificando suas garantias por praga-alvo, e não genericamente, como é prática corrente hoje.

Se isso começar a ocorrer, então teremos uma tendência mais forte ainda a termos produtos com doses diferentes para pragas distintas, e então mais e mais PCOs começarão a abrir suas garantias por praga-alvo e teremos um enlace reforçador.

Pode ser que nada disso aconteça. Mas como eu disse antes, olhando os elementos se movimentando, creio que nesse mato tem coelho, isso vai acontecer em um ou dois pares de anos. Fica a reflexão.

O tempo dirá.

Bom, mais uma vez agradeço por terem investido seu precioso tempo lendo meus devaneios e filosofias. Às pessoas citadas no post, se acabarem se reconhecendo, peço desculpas por não tê-las identificado, mas como não sei se poderia fazê-lo, acabei não o fazendo. O mesmo em relação aos produtos.
Reforçando, daqui a alguns dias teremos uma discussão ambiental por aqui.

Mais uma vez obrigado, e bons negócios!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Expoprag 2010 - Comentários gerais

Prezados(as) amigos(as),

Nos últimos anos o blog Xô, Praga! acompanhou e fez a cobertura de eventos como Expoprag, Sulprag e Ecoprag. Ao contrário dos anos anteriores, este ano infelizmente não foi possível acompanhar de perto as palestras da Expoprag.

A principal razão para a minha ausência nas palestras foi que o blog Xô, Praga! foi incorporado a um projeto maior, chamado PortalPCO, que estava sendo lançado durante a Expoprag, e por isso acabei ficando de fora do circuito de palestras. O PortalPCO consiste em um portal voltado aos profissionais do Controle de Pragas Urbanas, trazendo informação e serviços úteis às empresas, ajudando-as no seu dia-a-dia. PCO é uma sigla que corresponde a “empresas de controle de pragas”.

No post anterior você pode conferir alguns desses serviços que estão ou estarão disponíveis às empresas no PortalPCO, e também em www.portalPCO.com.br/mostra_conteudo.php?id=utilitarios.

Sobre a Expoprag, o PortalPCO estreou com um espaço com 9 computadores com acesso à internet para que as pessoas pudessem acessar o PortalPCO e se cadastrar para concorrer a prêmios (veja foto abaixo).


Além do PortalPCO, a feira contou com expositores diversos, desde os principais fabricantes de inseticidas e raticidas do setor, até fabricantes de equipamentos (pulverizadores, termonebulizadores, etc.) e distribuidores, apresentando itens como uma novidade no manejo de pássaros, formigas e outros, que vem como alternativa aos géis repelente à base de cola.


Referente às palestras, acabei assistindo apenas aos espaços dos patrocinadores (Basf, Bayer, Syngenta). No espaço da Basf a palestra técnica foi substituída por uma palestra super motivacional, contando com ninguém menos que Paulo Storani, ex-integrante do BOPE e que foi um dos responsáveis pela seleção e treinamento dos atores dos filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite 2.

Apesar de em poucos momentos o Paulo fazer links de suas histórias com o pré-lançamento do produto da Basf, o Tenopa, a palestra foi simplesmente sensacional do ponto de vista motivacional. O Paulo Storani é um palestrante que consegue reter a atenção da platéia e fazer ela vibrar com ele.

Além de contar histórias verídicas sobre o BOPE e dos bastidores dos filmes com uma veia humorística ao final ele foi aplaudido em pé pela platéia, que encerrou a palestra gritando em coro: “eu sou caveira!”, numa alusão aos termos que ele explicou que se usa no BOPE.

As histórias são fantásticas, e são contadas com uma energia que faz com que as pessoas se sentissem vivenciando o que estava sendo contado. Imperdível. Se alguém não viu e tiver uma oportunidade algum dia, por favor, não perca! E a Basf está de parabéns por trazer alguém do calibre de Paulo Storani para transformar os controladores de pragas urbanas em “caveiras”.


No espaço Bayer, o lançamento Temprid trouxe um dos principais responsáveis pelo produto nos Estados Unidos. Esta palestra foi bastante técnica e teve foco principalmente no uso do produto no combate ao percevejo de cama.

Muitos gráficos mostraram comparativos de Temprid com outros produtos e a experiência do palestrante possibilitou que a platéia tivesse um bom entendimento das questões técnicas a respeito do controle com o uso do produto.


No espaço Syngenta, uma surpresa: a palestra começou com aspectos mais técnicos e práticos referentes ao Optigard e encerrou logo em seguida, dando lugar à apresentação de um palhaço (sim, um palhaço mesmo) que arrancou boas risadas do público. Foi extremamente divertido.


Abrindo um parênteses, durante esta feira fiquei sabendo que foram lançados pelo menos 3 produtos que possuem mais de um ingrediente ativo: Tenopa (Basf), Temprid (Bayer) e Delvap (Tecnocell). Pelo jeito está aberta a temporada de lançamento de ativos associados. Aguardem, pois muita novidade ainda está por vir.
Outros assuntos importantes tratados na feira foram a questão da devolução das embalagens, em que uma nova reunião deverá ser realizada nos próximos dias para tentar fechar a questão com o Inpev; e a aprovação de novo estatuto da FEPRAG, possibilitando que a instituição finalizasse seu processo de registro e permitindo que esta tenha uma conta-corrente para receber um repasse para investimento em projeto do SEBRAE beneficiando a gestão das empresas do setor.

Eu lamento não ter conseguido assistir especialmente às palestras dos meus amigos Moura, Paulo Costa (que estava de aniversário no dia), Eduardo Crosara, Fábio Costa, França e Sérgio Bocalini, bem como outros que eu ainda não conhecia. Mas tenho certeza que os amigos compreendem.

No final das contas, valeu o esforço e o investimento na feira, e apesar de não poder trazer maiores detalhes sobre as outras palestras, agora as empresas de Controle de Pragas Urbanas possuem outra ferramenta: o PortalPCO. Nos próximos eventos dou um jeito de assistir a tudo.

Para finalizar, agradeço novamente ao apoio da MegaFog, Tecnocell, Basf, Bequisa, Bayer e Syngenta, que acreditaram no projeto do PortalPCO e forneceram brindes a serem sorteados durante o evento. Os ganhadores podem ser vistos em http://www.portalpco.com.br/noticias.php?idNoticia=12. Agradeço também à diretoria da APRAG, que também aceitou o lançamento do PortalPCO durante a Expoprag, e aproveito para parabenizá-los pela organização do evento.

Como sempre, um grande abraço a todos e bons negócios!

E não deixe de se cadastrar no PortalPCO para receber avisos de atualização do blog: http://www.portalpco.com.br/cadastro.php. A partir de agora, o endereço antigo do blog não será mais atualizado, a não ser com informações sobre o projeto político da Feprag.

Dica: coloque o PortalPCO como sua página inicial ou entre seus favoritos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PortalPCO: outra inovação no mercado de Controle de Pragas Urbanas

Conforme vocês puderam ver no post anterior, eu abordei a questão da inovação no mercado de Controle de Pragas Urbanas. Retomando um pouco a questão, há algumas décadas, se fazia a "dedetização" e as famílias eram obrigadas a ficar pelo menos 24 horas fora do local. Com o advento de inseticidas menos tóxicos, como os piretróides, as pessoas passaram a reocupar suas casas apenas 2 horas após a aplicação. As empresas que acreditaram e adotaram essa tecnologia passaram a ter um diferencial frente às demais: você poderia reocupar sua casa pouco tempo após a realização do serviço, sem risco de intoxicação.

Anos depois, surgiram as primeiras iscas gel contra baratas, possibilitando fazer a manutenção do serviço sem a necessidade de evacuação do local e com o uso de uma quantidade muito menor de produtos químicos, e o melhor de tudo, com um resultado bastante eficiente.

No post anterior, referi sobre equipamentos de termonebulização que estão sendo lançados no mercado brasileiro e que estão possibilitando o acesso a equipamentos de excelente qualidade a um preço muito competitivo, significando uma nova revolução no mercado, que significaria a popularização da termonebulização para as desinsetizadoras.

Pois além desta revolução, está para acontecer outra, que também terá o seu lançamento para esta Expoprag: a revolução da democratização da informação e da gestão de empresas de Controle de Pragas Urbanas. Um pouco desta democratização já vem modestamente tentando ser realizada através da difusão de informações e da discussão de idéias feitas neste blog.

Mas agora o blog Xô, Praga! passa a fazer parte de um projeto maior. A partir deste mês de setembro, o blog junta-se a outras ferramentas que passam a estar à disposição das empresas de Controle de Pragas Urbanas no PortalPCO (www.portalPCO.com.br). PCO é a sigla que corresponde às palavras Pest Control Organizations (Empresas de Controle de Pragas), e o setor de Controle de Pragas Urbanas é conhecido por essa sigla em diversos países e já é comum principalmente entre fabricantes aqui no Brasil.

Além do blog Xô, Praga!, o PortalPCO também vai contar o blog Pergunte ao Especialista, no qual são respondidas dúvidas sobre assuntos relativos ao Controle de Pragas Urbanas. O PortalPCO conta ainda com serviços às empresas, tais como:

  • aviso de licitações da área, no qual aparecem somente licitações de acordo com as preferências de cada empresa, e somente da área de controle de pragas;
  • o Gestor de Serviços, que possui um cadastro de clientes e uma agenda para controle e agendamento de serviços, além da emissão de Ordens de Serviço com o logotipo de sua empresa e de acordo com as exigências da RDC 52. Esse sistema permitirá às empresas saber quais os clientes e serviços respondem pelas maiores parcelas de suas vendas, além de auxiliar a identificar que fatores podem estar interferindo na incidência de reaplicações dentro do período de assistência técnica;
  • o Gestor de Documentos, que auxilia a empresa a ficar em dia com sua documentação, emitindo alertas quando se aproximar a necessidade de renovação de licenças e certidões.
Algumas outras funcionalidades estão projetadas, mas ainda não estarão disponíveis durante o lançamento do PortalPCO. Na parte de conteúdos, além de notícias e eventos do setor, o PortalPCO contará com uma área em que os próprios usuários podem inserir conteúdos, como por exemplo, sobre roedores e baratas, semelhante ao conceito existente hoje na Wikipedia.

Durante o período de lançamento na Expoprag, as empresas de Controle de Pragas Urbanas que se cadastrarem no PortalPCO concorrem a prêmios, entre planos de acesso aos serviços do PortalPCO até um equipamento termonebulizador. Veja ao final deste post o endereço para cadastro.

Um dos principais pilares do PortalPCO é a parceria com as associações regionais. Empresas associadas em associações conveniadas ao PortalPCO gozam de descontos que podem chegar a até 60% nos valores das mensalidades. Diversas outras funcionalidades ainda devem surgir no PortalPCO nos próximos meses, pois a idéia é que o portal seja um aliado muito útil para as empresas.

Não deixe de visitar o PortalPCO no seguinte endereço: www.portalPCO.com.br.

Esperamos que goste da novidade!

Um abraço e bons negócios!

Concorra aos sorteios do lançamento do PortalPCO durante a Expoprag! Endereço para cadastro no PortalPCO: http://www.portalPCO.com.br/cadastro.php. Boa sorte!

P.S.: a partir de agora, todas as atualizações deste blog passarão a ocorrer no seguinte endereço: www.portalPCO.com.br/xopraga, e não mais neste endereço.

domingo, 15 de agosto de 2010

Inovação no mercado de controle de pragas urbanas

Prezados(as) amigos(as),

No post deste mês do blog, resolvi falar sobre uma questão importante e que deveria estar mais presente em nosso mercado: a inovação. Inovação é uma coisa curiosa, pois muita gente fala que é necessária e que deve fazer parte da rotina das empresas, mas principalmente no nosso setor, poucas mudanças foram presenciadas no decorrer dos últimos anos.

Falando em inovação, um dos exemplos que me vem à mente é a 3M. No meio acadêmico se conta que o PostIt, algo hoje tão óbvio e tão banal, foi resultado do desenvolvimento de um produto que não deu certo. Lá pelas tantas a equipe que estava trabalhando no projeto se deparou com uma cola que era capaz de fixar papéis em alguma superfície sem na realidade colar. Deste acidente de percurso nasceu esse papelzinho que a gente hoje gruda em tudo que é lugar para se lembrar das coisas. Mera obra do acaso.

A inovação é considerada atualmente como um processo, algo que ocorre continuamente. Muitas vezes acaba fracassando ao objetivo e jogando investimentos milionários pelo ralo, ou eventualmente o erro se transforma em uma oportunidade, e algumas poucas vezes - considerando o que já li sobre inovação e pesquisa e desenvolvimento, são poucas mesmo - o planejamento dá certo e o projeto do novo produto também, e aí é correr pro abraço e já ir pensando no próximo projeto.

No setor de controle de pragas urbanas, me lembro bem quando existiam apenas os termos "desinsetização" ou "dedetização". Eram épocas diferentes. O serviço consistia basicamente em diluir o produto em um pulverizador e passar em tudo que era canto da casa ou estabelecimento. Esse tipo de aplicação apresentava - e ainda apresenta - o inconveniente de que é necessário desocupar o ambiente, fazer o serviço e depois arejar para então reocupá-lo.

Em determinado momento começaram a surgir as iscas em gel. Essas iscas realmente revolucionaram o mercado e mudaram o conceito da desinsetização. A partir dali era possível realizar aplicações nos locais sem necessidade de parar com as atividades dos clientes, nem grandes procedimentos (arrumação do local para pulverização antes, limpeza geral depois), e o que era mais importante: atuando de forma mais eficiente sobre as pragas-alvo.

Mais ou menos nessa época também começaram a surgir com mais força outras ferramentas para auxiliar no controle, tais como armadilhas luminosas, estações de monitoramento, entre outros. Algumas dessas já existiam antes, mas ganharam mais popularidade. Era o começo do manejo integrado ou controle integrado de pragas urbanas, em que se lança mão de um sem-fim de estratégias e ferramentas de controle.

De lá para cá, pouquíssima mudança ocorreu. Uma molécula nova aqui, outra molécula nova ali, mas sem nada que pudesse realizar uma mudança tão profunda como foi no conceito da "dedetização" para o "controle integrado de pragas urbanas". Eu tenho evitado falar sobre produtos e equipamentos aqui para não tomar nenhum posicionamento comercial em favor de A ou B. Mas em se tratando de inovação, preciso citar esse exemplo que no meu entendimento trouxe uma nova tecnologia para o setor. São os termonebulizadores da MegaFog.

Essa empresa entrou no mercado promovendo uma evolução de conceito de equipamentos que existiam antes e que, apesar de terem uma estrutura de funcionamento simples, apresentavam problemas na hora em que mais se precisava deles: a hora do serviço no cliente. Quem usa essas marcas mais tradicionais do mercado sabe do que estou falando: chegar no cliente para fazer o serviço e o equipamento não pega de jeito nenhum.

Com termonebulizadores à gás, o pessoal que desenvolveu os equipamentos da MegaFog teve preocupações com itens como segurança, desempenho, simplicidade no manuseio, baixa manutenção e um dos mais importantes para o bolso das desinsetizadoras: o custo. Eu já vi outros equipamentos à gás por aí, mas sinceramente, a MegaFog conseguiu passar à frente de todos nesses quesitos que enumerei.

Experimentei um dos modelos, o Garden, e é possível utilizar o equipamento até mesmo balançando-o para os lados, para cima, para baixo, apontando a turbina em qualquer direção, que o equipamento continua funcionando como se estivesse na posição normal. A quantidade de fumaça produzida é muito boa e o aproveitamento da calda é total. Além disso, o equipamento produz uma fumaça mais fina, permitindo que se espalhe com facilidade e fique suspensa por mais tempo. Mas uma das coisas que mais me impressionou foi a facilidade para dar a partida. Abrindo algumas válvulas e acionando o botão de partida, é possível ver o equipamento funcionando com extrema facilidade. Esse sistema de partida está presente em todos os modelos da MegaFog. Quanto ao custo, neste quesito surge outro diferencial que merece destaque. O MegaFog Garden possui um preço final que o deixa no mínimo 3 vezes mais barato do que os principais termonebulizadores do mercado.

Juntando todas essas características, creio que atingimos outro ponto de mutação quase tão importante e profundo quanto foi o do surgimento do controle integrado: a popularização da termonebulização. Isso mesmo. Com essas vantagens e um preço muito acessível, esse equipamento facilita muito que mesmo as menores empresas de controle de pragas urbanas possam ter o seu próprio termonebulizador. Pode até não ser uma mudança tão profunda quanto foi na época do surgimento do gel, mas creio que um novo paradigma está surgindo, e nele, desinsetizadora de qualquer porte será capaz de ter a termonebulização entre suas técnicas de aplicação, método antes mais restrito às empresas de porte maior, pelo custo dos equipamentos existentes até então.

Para finalizar o exemplo da MegaFog, eu pude presenciar em um cliente que comprou um equipamento deles algo que não se vê todo dia. O cliente fez algumas sugestões de outras características que no entendimento dele poderiam agregar valor ao equipamento, e o representante da empresa, ao invés de assumir uma postura defensiva ou de simplesmente ignorar o que o cliente falou, registrou as sugestões e disse que levaria para serem discutidas. Ele depois me disse que a empresa está muito preocupada em atender às necessidades de seus clientes, não apenas vender seus produtos. Isso é diferente do que fabricantes de produtos dos mais diversos segmentos costumam fazer: imaginar o que vai resolver o problema do cliente e bolar algo nesse sentido, sem realmente perguntar a ele se aquilo de fato é útil para ele.

Note que a inovação nesse caso foi diferente da inovação da 3M. Enquanto no caso da 3M o resultado foi proveniente de um erro, no caso da MegaFog o resultado foi proveniente de planejamento e da exaustiva avaliação das principais máquinas existentes no mercado.

E já que o assunto em pauta é inovação, está chegando outra inovação que espero que surpreenda tão positivamente o setor de controle de pragas urbanas quanto este exemplo que citei. O blog Xô, Praga!, que existe desde julho de 2008 (sim, fez 2 anos agora!) passará a fazer parte de algo maior. É um projeto que nasceu junto com o blog, mas que demorou mais tempo para amadurecer. Nos próximos dias devemos ter um post específico sobre isso, pois ainda não é possível adiantar nada. Aos amigos que tem acompanhado essa trajetória nesses dois anos, deixo meu muito obrigado. A outros, que prometi essa mudança há mais tempo, ela está chegando (Walter, você é um deles!).

Peço desculpas se fiquei muito tempo falando sobre o equipamento da MegaFog, mas era importante para justificar porque eu acredito que outra mudança profunda está começando em nosso setor.

Aproveito também para lembrá-los sobre a Expoprag 2010, que ocorre agora em setembro em São Paulo. Informações no site http://www.aprag.org.br/.

Um grande abraço e aguarde pelas novidades!

Ah, e o endereço da MegaFog para quem quiser conferir: http://www.megafog.com.br/.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Controle de pragas na política

Este mês ainda não havia conseguido postar nenhum artigo no blog em função da defesa da minha dissertação de mestrado, que ocorre nesta sexta-feira. Depois disso com certeza terei muito mais tempo para dedicar não somente ao blog, mas também a outros projetos na área de controle de pragas que com certeza estarei compartilhando com vocês.

Por ora, somente gostaria de enviar um comunicado acerca do lançamento da candidatura do Biólogo Sérgio Bocalini para concorrer a deputado estadual por São Paulo. Ficou meio em cima da hora, mas creio que ainda em tempo para algumas pessoas poderem se movimentar e mostrar que nosso setor tem expressividade e que pode eleger um candidato que vai lutar pelos interesses do setor.

As pessoas que vêm acompanhando o blog nos últimos meses sabem das dificuldades que tivemos com as legislações que são feitas muitas vezes sem a participação de empresas do setor, e principalmente, todo o esforço que tivemos que dispender para mudar a situação que se criou. Provavelmente as coisas seriam mais fáceis se tivéssemos um representante do setor inserido no meio político.

O Sérgio está inserido em um projeto com esse intuito, fomentado pela FEPRAG e as associações regionais, de termos um representante que brigue pelo setor e elabore projetos que possam vir a valorizar e beneficiar a profissionalização do setor. A escolha foi de iniciar com a candidatura como deputado estadual mas no longo prazo a idéia é ir mais longe e chegar a Brasília.

Infelizmente pela distância, Sérgio e demais amigos, e também pela defesa de meu trabalho aqui nesta sexta-feira, não estarei presente, mas convoco a todas as empresas de controle de pragas, principalmente do estado de São Paulo, extensivo a todas as demais do país, a estarem presentes hoje, dia 27/07, às 19h, no Clube Armênio - Av. Prof. Ascendino Reis, 1450 - Moema, onde será realizado o lançamento da candidatura do Sérgio.

Quem não puder estar presente, como eu, e mesmo quem puder, fica encarregado de mobilizar funcionários, conhecidos, para elegermos o Sérgio. Quem não for do estado de São Paulo, mas tiver amigos e conhecidos que votam lá, também estão convidados a convencê-los a conhecer as propostas do Sérgio e depositar seu voto de confiança nele.

Vamos nos movimentar mais uma vez, como fizemos para mudar a RDC 52, e mostrar que temos força e que podemos ter um representante político do setor!



E um pequeno lembrete: em setembro teremos a Expoprag 2010 em São Paulo. Maiores informações em http://www.aprag.org.br/.

Um abraço a todos e bons negócios!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Publicada alteração da RDC 52

Prezados(as) amigos(as),

Com satisfação comunico que a FEPRAG conseguiu junto à ANVISA, que se dispôs a dialogar com representantes das empresas de controle de pragas, reverter a situação problemática causada pelo Artigo 9 da RDC 52.

Para quem não recorda, houve uma polêmica e inclusive casos críticos em alguns estados devido ao referido artigo proibir a instalação de empresas de controle de pragas urbanas em escolas, hospitais, restaurantes, residências, etc., e áreas adjacentes a estes. Levantamentos apontaram que um número muito próximo de 100% das empresas se encontravam em áreas que poderiam ser consideradas adjacentes, dependendo da interpretação das VISAs municipais a respeito do que exatamente seria adjacente (do lado, 20 metros, 100 metros?).

Pois agora este problema está solucionado. Saiu no Diário Oficial da União em 13/05/2010, a RDC 20, de 12/05/2010, que possui apenas uma determinação:

"Art. 1o - O Art. 9o da Seção III Das instalações do CAPÍTULO II DOS REQUISITOS PARA FUNCIONAMENTO da Resolução da Diretoria Colegiada - RDC 52 de 22 de outubro de 2009, passa a vigorar com a seguinte redação:
'Art. 9o - As instalações da empresa especializada são de uso exclusivo, sendo vedada a instalação do estabelecimento operacional em prédio ou edificação de uso coletivo, seja comercial ou residencial, atendendo às legislações relativas à saúde, segurança, ao ambiente e ao uso e ocupação do solo urbano.'
Art. 2o - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação."

Como podem ver, agora a redação está similar ao que já existia na extinta RDC 18. Trabalhadores de centenas de empresas de controle de pragas urbanas podem dormir tranqüilos agora. O pior já passou.

Mais uma vez, parabéns a todos que levantaram contra essa imposição e ajudaram a FEPRAG a mostrar aos órgãos que fazem a regulamentação, que o setor tem relevância sim e que vamos seguir lutando para continuar trabalhando digna e honestamente todos os dias.

Aproveito a oportunidade e lembro a todos que em setembro teremos Expoprag! Um abraço a todos, obrigado aos que colaboraram e parabéns a todos!

Bons negócios!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Expoprag 2008 - eu fui!

Como os leitores habituais já sabem, o objetivo deste espaço é trazer novidades ao mercado de controle de pragas.
A intenção é auxiliar os empresários do setor a terem uma preocupação com a profissionalização de suas empresas, pois é preciso acabar de uma vez por todas com a visão que muita gente tem de que controladores de pragas são "picaretas", pois a grande maioria não é.
A grande maioria são empresas sérias, preocupadas em se atualizar e prestar um serviço de qualidade aos seus clientes, e com isso crescer cada vez mais no mercado. Este é o caminho. Isto é um crescimento sustentável, diferente de fazer um anúncio em algum meio de comunicação de massa, fazer muitos serviços, mas depois, no final das contas, ter muito poucos clientes verdadeiramente fiéis e que indicariam o serviço a seus amigos.
Esta preocupação precisa estar presente na sua empresa! A profissionalização do setor é um passo muito importante neste sentido. Mas não é o único. Não pretendo entrar novamente no mérito da questão, até mesmo porque já falei sobre isso antes, mas a existência de uma associação ativa e forte também é muito importante para lutar por essa profissionalização.
Mas o assunto hoje é a Expoprag 2008, que ocorreu entre os dias 20 a 22 de agosto, em São Paulo. A feira é realmente muito interessante, apesar de apresentar relativamente poucas novidades em relação ao que já se conhece do mercado.

Mas é um espaço muito interessante para conhecer os fabricantes, estreitar o relacionamento com as pessoas que trabalham nas empresas que fabricam os produtos que você usa, e eventualmente conhecer algo novo que surge.

Se você já esteve presente num evento destes, sabe o que estou falando, se não esteve, recomendo que na próxima edição (em 2010 - a feira ocorre a cada 2 anos) você reserve pelo menos um dia para dar uma passeada pela feira.
Os principais fabricantes costumam marcar presença. Outra coisa interessante de se fazer, caso você tenha disponibilidade, é assistir às palestras do congresso.
Embora tenha contado com palestrantes que são referência nacional em controle de pragas, poucas palestras foram relevantes para pessoal de nível técnico mais avançado, no que tange à atividade. Entre elas, destaca-se uma palestra de formação de preços e outra de controle de carrapatos. Fora isso, também foram apresentados temas interessantes, como a avaliação de risco de inseticidas (mostrando como são feitos os cálculos de DL50 oral e dermal), mas que para uma desinsetizadora geralmente não agrega muito em termos práticos.
Outra que gerou uma reflexão bastante interessante foi a "Controle de Pragas no Século XXI e Seu Impacto no Meio Ambiente". Entre as coisas que foram apresentadas, destaca-se a observação de que hoje ainda muitas empresas tem uma grande preocupação com a contratação e treinamento dos funcionários, pois como ocorre muitas vezes, este pode vir a ser um concorrente amanhã. A controladora de pragas do século XXI não pode mais se dar ao luxo de ter a preocupação de esconder seus "segredos", pois os produtos que usa estão por força de lei sendo informados aos clientes ou quem quer que tenha acesso aos laudos. A internet também surge neste contexto com força, quebrando barreiras antes intransponíveis da disseminação do conhecimento. Nela, toda ou quase toda a informação está disponível para quem quiser usar.
Pensando um pouco sobre isso, e acho que tem um bom fundo de realidade nisso tudo, me reforça a crença de que sua empresa tem que ter um algo mais para oferecer para o cliente. Qual o seu diferencial competitivo? O que o faz melhor que seus concorrentes? O que seus clientes valorizam e que seus concorrentes não estão enxergando, a ponto de torná-lo melhor que eles? Creio que é esta a reflexão que deve ser feita.
Produtos bons estão ao alcance de todos da mesma forma, conhecimento técnico também, para quem se interessa em buscar. O diferencial então deve residir em algum serviço ou relacionamento especiais, algum valor agregado que somente sua empresa tem condições de fornecer neste momento. Neste momento, porque a concorrência vai tentar copiar assim que perceber o que está lhe tornando melhor. E então você terá que se reinventar e trazer outras novidades.
Bill Gates faz isso com a Microsoft, cada vez que lança uma nova versão do Windows. Ele supera o próprio produto com uma versão melhor - aqui sem entrar no mérito se é melhor mesmo ou não - tentando sempre fazer isto antes que a concorrência o faça.
Voltando à Expoprag, uma das melhores palestras que assisti não tinha foco em controle de pragas, mas falava de inovação. De tanto em tanto o palestrante fazia um link com o nosso mercado, mas o foco da palestra de uma forma geral era a inovação. Fazer diferente. Uma palestra sem dúvida muito descontraída e interessante. O palestrante foi Luciano Pires (veja maiores informações em http://www.lucianopires.com.br/).
Outra cara para o mesmo tema: é preciso ser criativo e criar um espaço no mercado onde podemos ser líderes. Infelizmente não tenho mais muita coisa para acrescentar, mas caso eu possa ser útil em alguma coisa, fico à disposição dos leitores. De qualquer forma, o evento de uma forma geral foi muito bom. Recomendo a todos.
E já está marcada para o ano que vem a Sulprag: V Sulprag - 24, 25 e 26 de junho de 2009, em Joinvile - SC. Maiores informações visite http://www.acprag.com.br/.
Agradeço pela atenção e paciência dispensados. Desejo a todos bons negócios!
Um grande abraço!